“Um caminho que nunca acaba”: construir e crescer na Incubadora Go-On

Na edição deste mês de #IncubXdiscoveries, viajamos até aos Açores para conhecer a Incubadora Go-On, criada no contexto do NONAGON para apoiar projetos empreendedores e startups de base tecnológica na Região Autónoma dos Açores.
Este conteúdo está disponível em inglês.
– Como surgiu a Incubadora Go-On? Que tipo de projetos incubam?
A Incubadora Go-On nasceu no contexto da criação do NONAGON, como resposta à necessidade de apoiar projetos empreendedores e startups de base tecnológica na Região Autónoma dos Açores.
Trabalhamos sobretudo com projetos ligados às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), aplicadas a áreas estratégicas para a região, como o turismo, o mar, a agricultura, os dados e a ciência. Procuramos ideias com potencial de crescimento, capazes de criar valor económico e impacto a partir dos Açores para mercados mais amplos.
– Têm alguma área de especialização?
A nossa especialização são as TIC, encaradas de forma transversal. Não limitamos a inovação a setores fechados: apoiamos soluções tecnológicas aplicadas a diferentes desafios, desde que façam sentido do ponto de vista do mercado e do modelo de negócio.
– Em que consiste o vosso modelo de incubação?
Inclui uma fase inicial de maturação da ideia, uma fase de incubação focada no desenvolvimento do produto e entrada no mercado, e uma fase de crescimento empresarial. Ao longo de todo o percurso, as startups têm acesso a acompanhamento próximo, capacitação, networking, infraestruturas e apoio à tomada de decisão.
– Conta-nos a história de uma startup que tenha marcado a incubadora? E onde é que a incubação convosco fez a diferença?
Um dos projetos que mais marcou a história da Incubadora Go-On foi um dos primeiros a integrar a incubadora, ligado ao desenvolvimento de jogos sérios e educativos. Desde o início, destacou-se pela sua ambição internacional e pela aposta no conceito de edutainment, com forte ligação à educação, cultura e criatividade.
A incubação foi determinante para a estruturação e crescimento do projeto. Ao longo do seu percurso, beneficiou de acompanhamento próximo, acesso a infraestruturas adequadas e do enquadramento necessário para desenvolver os seus produtos, validar o modelo de negócio e ganhar visibilidade junto do mercado e de investidores. Este apoio permitiu reforçar a sua capacidade de crescimento e consolidar uma estratégia orientada para mercados mais amplos.
Após concluir o ciclo de incubação, o projeto transitou para uma fase de desenvolvimento empresarial no NONAGON, tornando-se um dos primeiros casos de empresas graduadas do Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel. Este percurso demonstra como a incubação pode ser decisiva para transformar um projeto inovador, nascido num contexto insular, numa empresa competitiva à escala global.
– Falhar também faz parte do caminho. Qual a maior aprendizagem com algo que não correu bem?
Sabemos que uma boa ideia ou tecnologia não chega. O alinhamento da equipa, a validação de mercado e a capacidade de adaptação são decisivos.
Somos cada vez mais exigentes no acompanhamento contínuo dos projetos e mais focados em testar cedo, corrigir rapidamente e tomar decisões realistas.

– Qual é o fator diferenciador da vossa incubadora? Por outras palavras, o que é que vocês têm de único que potencia o sucesso das startups que incubam?
A combinação entre contexto, proximidade e condições concretas para crescer.
Os Açores oferecem um diferencial fiscal relevante, custos operacionais mais competitivos e uma forte conectividade digital, permitindo trabalhar para mercados globais a partir da Região.
A isto junta-se um acompanhamento muito próximo e uma rede de parceiros que apoia as startups em todas as fases do seu crescimento, que queremos continuar a desenvolver.
– Que tipo de projetos ou startups estão agora à procura?
A Incubadora Go-On está a iniciar um novo ciclo de incubação, que pretende acompanhar de forma estruturada e contínua ao longo de todas as suas fases.
Em termos estratégicos, procuramos projetos com ambição internacional, capazes de operar a partir dos Açores para mercados globais, bem como startups externas que vejam na Região uma base estratégica para testar, desenvolver ou escalar os seus produtos e serviços, contribuindo para a dinamização do ecossistema regional.
– A comunidade é um dos fatores que distingue uma incubadora de um centro de escritórios. Como cuidam da vossa e que planos têm para a tornar mais coesa e fértil?
A comunidade do NONAGON é diversa, integrando empresas em diferentes fases de maturidade, o que torna a proximidade um desafio natural.
Mais do que forçar uma lógica de comunidade, procuramos criar condições para que a colaboração surja de forma orgânica. O reforço destas dinâmicas é uma prioridade, com o objetivo de promover um ecossistema cada vez mais conectado, colaborativo e propício à inovação. É um caminho que nunca acaba.
– Quais são os principais desafios para a incubação, no vosso contexto concreto (região, vertical, dimensão, etc.)?
Os principais desafios estão ligados a um mundo cada vez mais global, que obriga as startups a pensar o mercado desde o primeiro momento.
Ao mesmo tempo, este enquadramento contribui para projetos mais resilientes e disciplinados. O papel da Go-On passa por apoiar os empreendedores a transformar estas características em vantagem competitiva, posicionando os seus projetos em mercados mais amplos.
– Querem partilhar connosco alguma novidade? Algum evento ou alguma iniciativa que devemos todos ter na nossa agenda?
Estamos a preparar o lançamento de um novo podcast dedicado à inovação e ao empreendedorismo e vamos retomar a iniciativa “NONAGON vai à Escola”, aproximando estes temas dos mais jovens.
Convidamos todos a acompanhar as nossas redes sociais, @nonagonpark, onde iremos partilhar todas as novidades, eventos e iniciativas ao longo do ano.
ABOUT #INCUBXDISCOVERIES
#IncubXdiscoveries is Startup Portugal’s monthly feature that will help you discover Portuguese incubators. What projects they incubate, how they manage their community and what success stories they’ve had and future projects are some of the topics covered in these interviews.
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