#IncubXdiscoveries

“100% verticais em fintech”: como a Fintech House construiu a casa de um setor

“100% verticais em fintech”: como a Fintech House construiu a casa de um setor

Na edição deste mês de #IncubXdiscoveries, ficamos por Lisboa para conhecer a Fintech House, o único hub em Portugal dedicado exclusivamente à tecnologia financeira. Falámos com Mariana Gorjão Henriques, Managing Director da Fintech House, sobre o programa de aceleração SPRINT e uma comunidade com mais de 110 empresas que liga fundadores a bancos, seguradoras, reguladores e investidores.

Este conteúdo está disponível em inglês.

 

– Como surgiu a Fintech House? Que tipo de projetos incubam?

A Fintech House nasceu em janeiro de 2020, em Lisboa, de uma parceria entre a Portugal Fintech e a rede de coworking Sítio, com o objetivo de criar um ecossistema onde fintechs, insurtechs, regtechs e empresas de cibersegurança pudessem interagir facilmente com reguladores, bancos, seguradoras e investidores. Incubamos projetos em todas as fases de maturidade, desde pré-seed a scale-up, nas áreas de fintech, insurtech, regtech, cibersegurança, cripto/blockchain, proptech e IA aplicada às finanças.

 

– Têm alguma área de especialização?

Sim, somos o único hub em Portugal dedicado exclusivamente à tecnologia financeira. A nossa especialização cobre fintech, insurtech, regtech, cibersegurança, cripto e blockchain, com uma comunidade que hoje ultrapassa as 110 empresas, com forte presença internacional.

 

– Em que consiste o vosso modelo de incubação?

Combinamos espaço físico de coworking, de 10 pisos e cerca de 2.400 m² na Av. Duque de Loulé, em Lisboa, com membership virtual e o SPRINT, o nosso programa de aceleração de 5 meses dividido em três fases (validação de produto, go-to-market e fundraising). As startups têm acesso a mentoria de mais de 15 operadores e investidores, workshops, office hours e ligação direta a parceiros corporate como Santander, Fidelidade, Morais Leitão e VISA.

 

– Conta-nos a história de uma startup que tenha marcado a incubadora. Onde é que a incubação convosco fez a diferença?

Uma das histórias de que mais nos orgulhamos é a da Coverflex, que passou pela nossa comunidade nas fases iniciais e é hoje uma das scale-ups fintech portuguesas com maior projeção internacional. O acesso a mentores, a proximidade com parceiros bancários e seguradoras, e a ligação a investidores através do nosso ecossistema ajudaram equipas como esta a acelerar a validação de produto e as primeiras parcerias comerciais.

 

– Falhar também faz parte do caminho. Qual a maior aprendizagem com algo que não correu bem?

Uma das maiores aprendizagens foi perceber que crescer depressa em número de membros não significa, por si só, construir comunidade. Sem curadoria e acompanhamento próximo, o espaço corre o risco de se tornar um simples escritório partilhado. Isso levou-nos a investir mais em mentoria estruturada, eventos e no programa SPRINT, para garantir que cada startup tem apoio real e não apenas uma secretária.

 

– Qual é o fator diferenciador da vossa incubadora? Por outras palavras, o que é que vocês têm de único que potencia o sucesso das startups que incubam?

O que nos distingue é sermos 100% verticais em fintech. Não somos um espaço de coworking genérico, somos o hub de um setor inteiro. Isso traduz-se em acesso direto a parceiros corporate oficiais, a reguladores e a uma comunidade internacional de mais de 110 empresas. Fomos também reconhecidos pelo Financial Times como um dos Top 35 hubs de startups da Europa e um dos Top 15 hubs europeus em mentoria.

 

– Que tipo de projetos ou startups estão agora à procura?

Estamos sempre à procura de fintechs early-stage/pré-seed para o SPRINT, o nosso programa de aceleração (até 10 startups por edição, sem rondas de equity fechadas ou até 50 mil euros via SAFE/convertible notes, já com MVP e sinais de tração). Fora do SPRINT, continuamos a acolher no cowork startups de fintech, insurtech, regtech, cibersegurança, proptech e DeFi em qualquer fase de maturidade.

 

– A comunidade é um dos fatores que distingue uma incubadora de um centro de escritórios. Como cuidam da vossa e que planos têm para a tornar mais coesa e fértil?

A comunidade é o nosso maior ativo, hoje reúne mais de 110 empresas, com presença internacional forte (Brasil, Ucrânia, Espanha, França, Suíça, Reino Unido, entre outros). Cuidamos dela através de eventos regulares, offsite retreats, a newsletter “The House” e uma agenda própria ao longo de todo o ano, com o objetivo de agradar os nossos vários públicos-alvo. Continuamos a investir em iniciativas que aproximem fundadores, mentores, investidores e parceiros corporate, reforçando o SPRINT como motor de novas ligações dentro da comunidade.

 

– Quais são os principais desafios para a incubação, no vosso contexto concreto?

Em Portugal, os principais desafios passam pelo acesso a capital de risco em fases iniciais, pela complexidade regulatória em áreas como pagamentos, cripto e seguros, e pela necessidade de atrair e reter talento técnico e regulatório especializado. Sendo um hub vertical, o nosso desafio adicional é garantir que a proximidade com bancos, seguradoras e reguladores se traduz em oportunidades reais e não apenas em networking.

 

– Querem partilhar connosco alguma novidade? Algum evento ou alguma iniciativa que devemos todos ter na nossa agenda?

Sim! Acabámos de fechar a edição SPRINT 2026, que juntou 11 startups de fintech, proptech e regtech e terminou com Demo Day.

 

SOBRE OS #INCUBXDISCOVERIES

#IncubXdiscoveries é a rubrica mensal da Startup Portugal que vai ajudar-te a descobrir as incubadoras portuguesas. Que projetos incubam, como gerem a sua comunidade e que casos de sucesso tiveram e projetos futuros, são alguns dos temas abordados nestas entrevistas.

Se gostarias de conhecer melhor a Fintech House, porque gostarias de ver o teu projeto incubado nesta região ou porque queres estabelecer uma parceria, contacta a equipa da Startup Portugal através do e-mail incubadoras@startupportugal.com.

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Startup Portugal Team • Julho 16, 2026

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