Startup Portugal

Dez anos de Startup Portugal, e ainda estamos a aquecer

Dez anos de Startup Portugal, e ainda estamos a aquecer

Lisboa, setembro de 2026.

 

Em 2016, Lisboa recebeu a sua primeira Web Summit e Portugal lançou uma Estratégia Nacional para o Empreendedorismo. Foi desse momento que nasceu a Startup Portugal. Uma década depois, o ecossistema que nos propusemos apoiar é muito diferente daquele que encontrámos em 2016.

Por isso, antes de avançarmos para a próxima década, quisemos parar para olhar para o que estes dez anos realmente produziram e para dizer para onde queremos ir.

 

2016-2021: preparar o terreno

Os primeiros anos foram de construção de alicerces. A Startup Portugal foi lançada em 2016, no Porto, como associação de utilidade pública para coordenar a política de empreendedorismo e dar estrutura comum a um ecossistema disperso. Foi um ano de estreias: a primeira chamada do Startup Voucher para apoiar novos fundadores, o lançamento da RNi – Rede Nacional de Incubadoras, a primeira edição do Road 2 Web Summit e a primeira missão internacional, que levou startups portuguesas ao Brasil.

A partir daí, o ritmo acelerou. Em 2018, o projeto foi reforçado com uma Estratégia Nacional para o Empreendedorismo, e as missões internacionais multiplicaram-se, de Las Vegas a Austin, de Helsínquia a Toronto. Quando a pandemia chegou, em 2020, a resposta foi rápida: a One Stop Shop abriu como ponto único de entrada para os fundadores, apoiada por novos estudos, webinars e apoio no terreno para manter as empresas em movimento. Em 2021, Portugal era já apontado como referência para o Startup Nations Standard, e tínhamos assinalado os nossos primeiros cinco anos e aberto um novo ciclo estratégico.

 

2021-2026: a prova em escala

É na segunda metade da década que os números começam a contar a história.

Em 2023, a Startup Portugal foi uma das principais responsáveis pela Lei das Startups, que introduziu um regime de tributação para as stock options e criou a primeira definição legal clara de startup na União Europeia. É essa definição que nos permite hoje medir o ecossistema com verdadeiro rigor, através do nosso Portugal’s Startup Ecosystem Report, que contabiliza mais de 5 000 startups ativas no país.

A par do trabalho de política pública vieram os programas. A Web Summit está em Lisboa há dez anos, e o Road 2 Web Summit já preparou e levou mais de 1 000 startups ao evento. O Business Abroad continua a apoiar as startups portuguesas nos principais eventos de tecnologia do mundo, ajudando-as a expandir os seus negócios por diferentes geografias. A One Stop Shop simplifica o primeiro ponto de contacto do ecossistema e já ajudou mais de 8 750 empreendedores e outros agentes ao longo dos seus seis anos de atividade. E criámos a SIM Conference (Startups & Investment Matching), já na sua terceira edição, com a mais recente a reunir mais de 4 000 investidores, empreendedores e parceiros no Porto.

 

Dez anos, em números

  • 5 091 startups ativas, 70% delas fundadas nos últimos cinco anos
  • Mais de 28 000 empregos, com salários 81% acima da média nacional
  • 2 856 milhões de euros em receitas, cerca de 1% do PIB de Portugal, e 1 571 milhões de euros em exportações
  • 8 unicórnios com ADN português: Farfetch (2018), OutSystems (2018), Talkdesk (2018), Feedzai (2021), Remote (2021), Sword Health (2021), Anchorage Digital (2021), Tekever (2025)
  • 808 projetos apoiados através dos Vales para Startups e dos Vales para Incubadoras e Aceleradoras, num total de 31,4 milhões de euros em apoio direto
  • Mais de 320 startups apoiadas pelo Business Abroad, em quase todos os continentes

 

“O balanço é extremamente positivo. Há dez anos, nem sequer falávamos em unicórnios portugueses.”

Alexandre Santos, Presidente da Startup Portugal

 

Os próximos dez anos

O plano para a próxima década é simples de dizer e difícil de executar: continuar a promover o empreendedorismo português e consolidar o que o ecossistema já construiu. Isso significa empresas mais fortes, melhores condições para os fundadores crescerem sem terem de sair do país e, claro, mais startups.

Definimos dois objetivos claros para os próximos anos. Queremos ver pelo menos mais oito unicórnios com ADN português. E queremos que as startups cheguem a 5% do PIB nacional, cerca de cinco vezes o peso que têm hoje. Ambos são ambiciosos, e lá chegar implica sermos honestos sobre o que ainda trava os empreendedores, desde o acesso a financiamento até ao atrito do dia a dia de fazer negócio por cá.

 

O nosso Manifesto

Pusemos tudo por escrito: dez compromissos para a próxima década, cada um assente no trabalho dos últimos dez anos. É aqui que estamos, e é a isto que nos comprometemos.

Lê o manifesto completo

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Startup Portugal Team • Setembro 30, 2026

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